quarta-feira, 15 de maio de 2013

Geração e captura de imagem

Formatos de ficheiros de imagem (mapas de bits)

 Formatos mais comuns


         Existe a necessidade muitas vezes de transferir uma imagem de um programa para outro, quando um determinado trabalho precisa de ser elaborado por vários sectores, onde cada programa tem as suas capacidades, podendo vir a acrescentar à imagem aspectos próprios de cada um. Assim, os diversos programas devem poder importar e exportar as imagens de uns para os outros de forma apressada e eficiente. Existem diversos formatos para guardar os ficheiros de imagens digitais e os vários programas devem ter capacidade para ler e guardar nesses formatos.
      Apesar de muitas vezes, se guardar no formato que por imperfeição, é apresentado pelo programa, é preciso entender os vários formatos e saber, em cada momento, qual deles é o melhor.             Assim como é importante saber qual o software mais adequado para o trabalho a realizar.
       Os programas de computador que trabalham com imagens estão genericamente divididos em duas categorias: programas bitmap (imagem) e programas vectoriais (gráficos ou desenho).
      O formato bitmap é baseado num mapa de bits e o formato vectorial baseia-se em fórmulas matemáticas. 
 Tipos de formatos para imagens bitmap


A informação de uma imagem bitmap pode ser guardada numa grande porção de formatos de ficheiros.
  • BMP [Bitmap]:  é um formato de pintura do Windows, o Paint. É o formato mais comum e não inclui, até ao momento, nenhum algoritmo de compressão.
  • GIF [Graphics Interchange Format]:  é um formato com compressão sem perdas, não perde a qualidade quando é alterado o seu tamanho original. São ficheiros que ocupam um pequeno espaço no computador, sendo perfeitos para o desenvolvimento de páginas para a Internet. Este formato não suporta mais do que 256 cores (8 bits de profundidade de cor) e é lido por muitos programas. O êxito deste formato da Web deve-se a particularidades como a transparência, a animação e o cruzamento. O formato GIF permite definir uma cor de fundo como transparente, originando imagens sem limites e preenchimento, que se inserem nas páginas web. Igualmente, um ficheiro GIF pode ser animado quando aceita várias imagens que se abrem com um certo movimento. Uma imagem entrelaçada (interlace) no formato GIF é visualizada no browser com uma resolução gradual à medida que vai sendo carregada. Todos os browsers suportam este formato, não existindo assim necessidade de instalar software específico para usufruir destas animações.
  •  JPEG: é um formato com diversos níveis de compressão com perdas muito popular para compressão de ficheiros mas que envolve a perda de informação diminuindo a qualidade da imagem. A compressão deste formato fundamenta-se na eliminação de informações excessivas e insignificantes, isto é, na repetição da mesma cor em pontos adjacentes ou de cores semelhantes não distinguidas a olho nu. No entanto, pode-se escolher compressões menores para abrandar a perda de qualidade da imagem em cada descompressão. E um formato característico para trabalhar em paginas web , apesar da perda da qualidade da imagem pois são ficheiros que ocupam pequenos espaços e as vezes menos do que os do formato Gif .
  •  PCX (PC Paintbrush): é um dos formatos bitmap mais antigos produzido para o programa Paint-brush da Microsoft. É um formato que continua a ser usado pelas aplicações da Zsoft, utilizando a compressão com e sem perdas e podendo ser lido por vários programas.
  •       PDF [Portable Document Format]: é um formato criado com o programa Adobe Acrobat. Este formato é muito utilizado para substituir e comprimir de forma substancial documentos de texto e imagens, quando existe a necessidade de enviar, para leitura, esta informação para outros computadores, por rede ou por outro suporte, bastando que o outro computador tenha instalado o Adobe Reader.
  •       PNG [Portable Network Graphics] :é um formato com compressão sem perdas, que substitui o formato GIF para a Web, suportando uma profundidade de cor até 48 bits, mas não comportando animação.
  •     TIFF [Targget Image File Format]:é um formato sem compressão muito usado em programas bitmap de pintura e edição de imagem e com software e digitalização. É o maior em tamanho e o melhor em qualidade de imagem. É o formato ideal para o tratamento de imagem antes de esta ser convertida para qualquer outro formato. 
 Tipos de formatos para imagens vectoriais


           A informação de uma imagem vectorial pode ser guardada numa grande quantidade de formatos de ficheiros.
  •     SVG [Scatable Vector Graphics]: é um formato-padrão para a web, especificado pela W3C e definido sob a linguagem XML.
  •    SXD [OpenOffice.org DRAW]: possibilita de forma simples o desenho vectorial em trabalhos.
  •    PS [PostScrip] e EPS [Encapsulated PostScript] : são identificados por quase todos os programas de edição de texto ou de imagem que suportam imagem vectorial.
  •     CDR [CorelDRAW) :é utilizado na aplicação CorelDRAW.
  •     WMF( Windows Meta Fite): é reconhecido pela maioria dos programas de edição de texto ou de imagem do Microsoft Office.
Gráficos vectoriais

Noção e características


                   As imagens criadas com programas vectoriais, ou de desenho, baseiam-se em fórmulas matemáticas e não em coordenadas dos píxeis. Os gráficos ou desenhos vectoriais são descritos por equações matemáticas que mostram uma série de elementos bidimensionais (2D) como linhas, rectângulos, polígonos, curvas, etc, ou tridimensionais (3D), como sólidos ou outros volumes.  
           Os elementos contidos em desenhos vectoriais podem ser provavelmente deslocados e redimensionados. Muitas das vezes, basta clicar e arrastar o objecto e o computador torna a recalcular a nova posição.
                            Quando se trabalha com um programa vectorial (ou de desenho), não se mexe na resolução da imagem. A qualidade de uma imagem vectorial não é baseada na resolução da imagem (ppi), mas na resolução do dispositivo de saída (dpi). Uma imagem do tipo vectorial, quando é aumentada, não perde a sua qualidade porque esta não depende da sua resolução.
                  Como a qualidade da imagem criada com programas vectoriais não se apoia na resolução, estes geram ficheiros muito mais pequenos do que os criados em programas bitmap. Para se obter uma imagem com uma boa resolução de impressão, basta ter uma impressora de alta resolução e criar a imagem num programa vectorial.
                  0 Adobe lllustrator, o CorelDRAW, o Macromedia Freehand e o AutoCad são exemplos de programas que criam e manipulam imagens em formato vectorial.
                      Para se reproduzir uma imagem vectorial num monitor ou numa impressora, é utilizada uma operação designada por rendering. 


Gráficos Bitmapped

Noção e características


As imagens produzidas com programas bitmap são constituídas por uma grelha de pequenos quadrados chamados píxeis. Cada quadrado é localizado de uma forma precisa e exibido pela intersecção de uma linha com uma coluna. Neste formato as imagens são trabalhadas ao nível do píxel onde pode estar disponível uma vasta gama de cores.
Quando uma imagem é criada num programa bitmap não é fácil alterar partes da imagem, isto é, não é possível clicar numa parte da imagem e movê-la. Por outro lado as imagens com qualidade dependem da resolução e da profundidade de cor. Desta forma, as imagens bitmaps de alta resolução geram ficheiros de tamanho muito grande. O Photoshop, o Photo Paint, o Paint Shop Pro e o Microsoft Paint são exemplos de programas que usam imagens bitmap. 

Compressão de imagens


       Tendo em conta a grande quantidade de informação que, às vezes, se encontra associada aos ficheiros de imagem, as técnicas de compressão de imagem permitem muitas vezes reduzir o espaço de armazenamento das mesmas.
          As técnicas de compressão de imagem podem ser de dois tipos:
  •           compressão sem perdas, quando a compressão seguida pela descompressão preserva integralmente os dados da imagem;
  •               compressão com perdas, quando a compressão seguida da descompressão leva à perda de alguma informação da imagem.

            A técnica RLE {run-length encoding) é uma técnica simples de compressão sem perdas e é utilizada na compressão de imagens que apresentam grandes áreas com o mesmo tom. eliminando a redundância. Esta técnica é suportada pelos formatos de imagem como TIFF e BMP.
              A compressão sem perdas LZW (Lempel-Ziv-Welch) é utilizada no formato GIF. A codificação de comprimento variável e a codificação baseada em dicionários podem ser consideradas técnicas mais complexas de compressão sem perdas.
           As técnicas de compressão com perdas, por exemplo, a codificação através de transformadas, eliminam alguma informação da imagem original, para obterem uma representação desta mais compacta. Uma vez eliminada esta informação, nunca mais poderá ser recuperada. A imagem descomprimida terá. pois, uma qualidade inferior à da imagem inicial, que aumenta a cada compressão e descompressão que se faça a mais. Mas, por outro lado. permite taxas de compressão muito mais elevadas do que na compressão sem perda. Esta técnica é suportada pelo formato de imagem JPG.


Retoques de imagem

Alteração da resolução



Numa caixa de diálogo New Image do Paint Shop Pro quando se cria uma nova imagem e se dica no menu File comando New. Nesta caixa, é possível dimensionar a altura, a largura, a resolução, a profundidade de cor e as características da cor de fundo da imagem. Depois de definidas estas grandezas, o programa apresenta a informação sobre a quantidade de bytes solicitados pela memória. Depois de uma imagem criada, é possível modificar a sua resolução.

Alteração das dimensões


 No Paint Shop Pro pode-se alterar as dimensões de uma imagem se forem acrescentados limites, dimensionadas as margens da imagem ou redimensionadas a altura e a largura da imagem.
Para acrescentar um limite à imagem selecciona-se, no menu Image o comando Add Borders, surgindo a respectiva caixa de diálogo. O valor mínimo de um limite é zero.
Para dimensionar as margens da imagem selecciona-se no menu Image o comando Canvas Size surgindo a respectiva caixa de diálogo. Depois de definidas as novas dimensões, pode-se querer manter, ou não a proporcionalidade, seleccionando, ou não a opção Lock aspect ratio. De seguida, seleccionam-se o sentido ou os valores que permitem mudar as margens da imagem. Como estes valores podem ser negativos, a imagem pode ser recortada.
Através da caixa de diálogo Resize pode-se definir novas dimensões para a imagem, aumentando-a ou diminuindo-a. 


Alteração do modelo de cor


A alteração do modelo de cor de um desenho vectorial é possível, fazendo-o, por exemplo, através da utilização do CorelDRAW, seleccionando a paleta de cor do modelo RGB ou CMYK. A conversão das cores do modelo RGB para CMYK nem sempre resulta nas cores desejadas e isto porque a gama de cores de cada um é diferente.
No CorelDRAW é possível imprimir, em separado, as cores do modelo CMYK. Para tal basta seleccionar o comando Print do menu File. Na caixa de diálogo que surge, selecciona-se o separador Separations e as opções Print separations e Print separations In color.


Alteração da profundidade de cor

Quando se altera a profundidade de cor de uma imagem altera-se a qualidade da imagem e o tamanho do ficheiro. 

Alteração do formato do ficheiro

Para transformar o formato de um ficheiro basta guardá-lo com o tipo que se pretende.  
No CorelDRAW, para guardar um ficheiro em formatos diferentes dos formatos próprios do programa, selecciona-se a opção Exportar.
Para exportar um ficheiro deve-se seleccionar o tipo de classificação: vector, bitmap, texto, etc.
Depois, seleccionar o tipo de extensão a dar ao ficheiro. É também possível seleccionar, para cada caso o tipo de compressão a utilizar. 


Alteração de brilho, contraste e saturação


               Os programas de imagem e desenho possuem ferramentas que permitem alterar o brilho, o contraste e a saturação das cores num trabalho. 

Adequação dos atributos da imagem ao tipo de documento
Apresentações gráficas e páginas web

Com o aparecimento do audiovisual, do computador e das redes informáticas, mais propriamente a Internet, a imagem e o desenho passaram a ter outros objectivos. Surgiram novas ferramentas de criação, tratamento e publicação da imagem, de forma que no mundo actual, fomos completamente invadidos por ela - é a televisão, o cinema, a publicidade, os livros, as revistas, os produtos comerciais, etc.
Hoje em dia, com o avanço das tecnologias de informação e comunicação, todas os organismos e até muitas pessoas individuais passaram a ter publicadas páginas web. Nestas páginas é indispensável que se combinem o texto com a cor e a imagem. O interesse pedagógico, de marketing e estética das imagens no ambiente da Internet é equivalente ou maior do que nos outros meios de divulgação.
Na invenção de imagens e gráficos para a Web diversos aspectos devem ser observados, como:
• a resolução, o tamanho e o formato do ficheiro. Desta maneira, optimizam-se as imagens, diminuindo o seu tempo de carregamento;
• a forma, a cor e os efeitos que se pretendem obter;
• a interactividade e a navegação rápidas existentes através das ligações.
Para criar imagens optimizadas para a Web, deve-se guardar o ficheiro nos formatos GIF, JPEG, PNG ou PDF. Embora o formato GIF seja um padrão mais antigo, o JPEG produz ficheiros mais pequenos. No entanto, os ficheiros GIF permitem criar imagens com a opção interlace para a Web, parecendo que surgem de uma forma mais rápida no site. O formato PNG troca o formato GIF para a Web suportando uma profundidade de cor até 48 bits. 

Documentos impressos

             A cor é essencial nos documentos impressos pois possibilita conferir-lhes qualidade e destaque. A introdução da cor na impressão foi adquirindo cada vez mais importância em documentos de empresas, revistas, livros, manuais, fotografias e cartazes. Estudos estatísticos concluem que os documentos impressos a cores são 60% mais valorizados e os leitores mantêm a atenção durante mais 82% do tempo de leitura.
                   Há várias qualidades que colaboram para a qualidade dos documentos impressos e para a obtenção de imagens mais realistas, como a resolução da impressão, o número de combinações de cores possíveis, a utilização de cores nítidas e precisas, a utilização de uma escala de cinzas completa desde o branco ao preto, a quantidade e a forma de distribuição dos pontos de cor no documento e o tipo de papel e tintas que garantam um maior desempenho e durabilidade da impressão. 

Vídeos

               Hoje em dia, as imagens vídeo são bastante utilizadas em computadores, televisão, câmaras de filmar, leitores de CD e DVD e redes informáticas. Em todo o caso para uma boa e agradável visualização de uma imagem vídeo, é muito importante a sua qualidade. Esta depende de factores como a quantidade de cores reproduzidas, o controlo da luminosidade, a redução de sinais de ruído, a capacidade de produzir contrastes e sombras e a reprodução perfeita do preto. Desta forma obtém-se imagens nítidas, luminosas, subtis e com um alto contraste.

Captura de imagens

           Os dispositivos de captura de imagem digital mais comuns são os scanners e as máquinas digitais. Estes dispositivos de digitalização substituem fotografias, trabalhos de arte e outros materiais do mundo real em dados digitais, que podem, depois, ser editados por programas bitmap.
             A imagem digital oriunda de um scanner é composta por uma série de pontos armazenados sob a forma de linhas e colunas, onde cada ponto exibe a intensidade luminosa recebida pelo scanner.
       Entretanto, podemos fotografar os objectos desejados utilizando máquinas digitais e transferindo os ficheiros resultantes para o computador.

Scanner


Embora o funcionamento básico dos scanners seja idêntico, há uma grande variedade de tipos e modelos no mercado e a escolha deve ser definida pelo tipo de tratamento que vai ser dado às imagens por eles obtidas.
Para obter uma boa imagem digitalizada, é preciso partir de um bom original, apesar de os programas de imagem poderem aperfeiçoar a qualidade da imagem digital. E, para obter uma boa qualidade de digitalização, é útil partir, se possível, de um scanner de boa qualidade.
Os scanners baseiam-se no princípio da reflexão da luz, isto é, a imagem a digitalizar é iluminada de forma que a luz reflectida é captada por sensores que transformam este sinal de luz num sinal eléctrico. Existem três tipos de sensores: Photo Multiplier Tube (PMT), Charge Coupled Device (CCD) e Contact Image Sensor (CIS).
O Photo Multiplier Tube (PMT) é utilizado em scanners de tambor, que são mais sofisticados e mais caros. Este tipo de scanner é usado especialmente na indústria gráfica, para impressões de alta qualidade.
0 Charge Coupled Device (CCD) é usado em quase todos os scanners domésticos. Este tipo de sensor altera a luz reflectida em sinais eléctricos que, por sua vez, são substituídos em bits através de um circuito designado conversor analógico-digital. Os scanners de mesa, geralmente, possuem vários sensores CCD colocados em linha recta.
O número de CCD está directamente relacionado com a resolução óptica do scanner, que determina quantos píxeis por polegada pode capturar.
O Contact Image Sensor (CIS) usa uma série de LED vermelhos, azuis e verdes para produzir a luz branca, substituindo os espelhos e lentes usados nos scanners com sensores CCD.
Assim, na aquisição de um scanner é essencial conhecer qual a sua resolução óptica, medida em dpi.

O software que acompanha o scanner permite escolher a resolução a utilizar numa digitalização e configurar outros parâmetros, como clarear, escurecer, equilibrar as cores, etc.





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